ESTAMOS TODOS ATENTOS? A PERTURBAÇÃO DE HIPERATIVIDADE/DÉFICE DE ATENÇÃO  

 

AMAMENTAR: UMA DECISÃO CONSCIENTE

A Organização Mundial de Saúde e a Aliança Mundial para Ação em Aleitamento Materno (WABA – World Alliance for Breastfeeding Action), defendem que todos os recém-nascidos deverão ser amamentados em exclusivo até aos seis meses de vida, mantendo-se como complemento à diversificação alimentar até aos dois anos de vida.

Vários estudos apontam que os recém-nascidos amamentados desde a 1ª hora de vida, para além de receberem toda a imunidade da mãe, protegendo-o contra a maioria das doenças, têm maior probabilidade de serem saudáveis e de terem um melhor desenvolvimento físico e mental. Por outro lado, as mães que não amamentam têm maior probabilidade de osteoporose, cancro da mama, do útero e do ovário. Para além disto, devo salientar um aspeto bastante positivo: a distância entre a cara da mãe e a do recém-nascido durante a amamentação corresponde ao seu campo de visão nítido, sendo possível ver com pormenor as expressões da mãe estabelecendo-se laços afetivos entre a díade.

Contudo, a pressão social, a falta de apoio laboral e até mesmo a logística de material de amamentação, levam a que haja dúvidas ou desistência da mesma. Amamentar é uma decisão. Uma decisão diária! A mãe deve estar e sentir-se bem com ela própria para cuidar do filho e vivenciar a maternidade intensamente. A mãe/casal deve procurar aconselhamento e informação junto da sua Parteira. Devem informar-se e capacitarem-se de ferramentas para que a tomada de decisão sobre a amamentação seja consciente. Nenhuma mulher será bem-sucedida na amamentação se o companheiro não apoiar. E este apoio só é possível se estiver presente nas sessões de formação sobre amamentação. O casal deverá estar consciente das dificuldades iniciais, dos problemas que possam surgir da amamentação e como é possível superá-los junto com da Parteira que já os conhece.

Nenhuma mulher é obrigada a amamentar. Mas é da responsabilidade da mulher/casal ter consciência dos benefícios da amamentação para o seu filho, e isto só é possível se houver informação científica e fidedigna. No dia em que nos espaços públicos, cobertos ou ao ar livre, existir plena liberdade de amamentar, então estaremos a melhorar e a contribuir para uma sociedade saudável num futuro próximo. No entanto, não façamos nunca juízos de valor perante uma mulher que amamenta, ou que decida livremente não o fazer, pois aquela mulher está a fazer o melhor que sabe para o seu filho.

Uma mulher que amamente deve sempre ser merecedora de elogio, pois, para além de cuidarmos da saúde de todos, também conseguiremos culturalmente incentivar a amamentação e poderemos, com o nosso comportamento, fazer prevalecer uma Lei que efetivamente proteja a mulher que amamenta!

Carla Henriqueta

Enfermeira Parteira 

mim – Clínica do Desenvolvimento